Perpétuo Socorro

Ícone de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro - Faça sua encomenda!O Ícone de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro

Origem

Nossa Senhora do Perpétuo Socorro é um título conferido a Maria, mãe de Jesus, representada em um ícone de estilo bizantino. Na Igreja Ortodoxa é conhecida como Mãe de Deus da Paixão, ou ainda, a Virgem da Paixão. O mais difundido no ocidente é Mãe do Perpétuo Socorro. A datação do ícone é controversa. Uns o situa entre os séculos X e XI, outros em começos do século XV. Sua festa é celebrada em 27 de junho.

História

Segundo uma antiga inscrição colocada ao lado do ícone com um resumo histórico da imagem, a origem deste quadro é da Ilha de Creta, no Mar Egeu. Um mercador roubou o ícone de uma igreja, o escondeu na sua bagagem e embarcou rumo a outras terras. Durante a viagem acontece uma grande tempestade e os passageiros começam a rezar a Deus e a Nossa Senhora. Conta a lenda que o mar se acalmou e a viagem continuou tranquila até o próximo porto.

Pouco depois, por volta do ano de 1499, no reinado do Papa espanhol Alejandro VI, o mercador chega a Roma com o quadro e, depois de algumas resistências da família, o ícone passa a ocupar um lugar destacado na igreja de São Mateus, administrada pelos Agostinianos. A igreja de São Mateus era um templo menor entre as grandes basílicas de São João de Latrão e Santa Maria Maior. Ali permanece a imagem do Perpétuo Socorro durante anos. Os escritores da época falam maravilhas desta devoção mariana: é a imagem milagrosa por excelência. O século XVII parece ser o mais intenso na devoção e culto a mãe do Perpétuo Socorro

Mas em fevereiro de 1798, com a invasão de Napoleão, suas tropas se apoderam da Itália e em Roma demolem mais de trinta igrejas da cidade, entre elas a antiga São Mateus. Os religiosos Agostinianos salvam o quadro milagroso e o levam consigo. Contudo, o ícone cai em esquecimento por mais de 88 anos.

O Ícone do Perpétuo Socorro antes de sua restauração

Em 1855, os Redentoristas compram uns terrenos ao lado da Via Merulana, e bem perto de Santa Maria Maior. Antes se chamava Villa Caserta e nesse lugar estava erguida a igreja de São Mateus. Através do Pe. Miguel Marchi, foi descoberto o paradeiro do ícone de Nossa Senhora. No dia 11 de dezembro de 1865, os filhos de Santo Alfonso Maria de Ligorio, o grande cantor das Glórias de Maria, solicitam ao Santo Padre a concessão do Perpétuo Socorro. E em 19 de janeiro de 1866 a imagem de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro volta para a igreja de Santo Alfonso, no mesmo local onde havia estado três séculos.

Restaurada, ocupa o centro do altar-mor da igreja de Santo Alfonso e sua devoção e influência se estende aos cinco continentes. Centenas de milhares de ícones do Perpétuo Socorro se espalham pelas igrejas, casas e capelas do mundo inteiro. Seus melhores propagadores são os missionários redentoristas e as missões populares. Com eles Maria chegará a todas as partes abrindo caminhos para o Redentor. Ela é a primeira missionária.

Assim se cumpre aquela frase de Pio IX aos Redentoristas na audiência ao Superior Geral Pe. Mauron em 11 de dezembro de 1865: "Dada a conhecer a todo o mundo".

A Virgem do Perpétuo Socorro é hoje cidadã do mundo. Grandes santuários a celebram permanentemente com grande afluência de peregrinos, como o de Baclaran (Filipinas), Belém (Brasil), Bombaim (Índia), Singapura, etc. Catedrais, paróquias e igrejas a têm como padroeira. Numerosas editoras, livros, revistas, emissoras de rádio mantêm e propagam sua devoção. Maria é e sempre será Perpétuo Socorro.

Descrição do Ícone

A imagem do ícone original do Perpétuo Socorro está pintada em têmpera sobre madeira. Mede 53 cm de altura por 41,5 cm de comprimento. Sobre um fundo de ouro se destacam quatro figuras. No centro, aparecendo todas como protagonistas, a Virgem e o Menino; e em segundo plano, os dois arcanjos, Miguel e Gabriel com os instrumentos da Paixão.

Segundo costume oriental, cada personagem está identificado por uma inscrição grega abreviada.

A Virgem é mostrada em meio corpo e com aparência piedosa. Veste uma túnica e um manto azul marinho que a cobre desde a cabeça, encobrindo seus cabelos. Tem sobre a fronte duas estrelas douradas.

O Menino Jesus está sobre o braço esquerdo de sua Mãe e segura com ambas as mãos a mão direita da Virgem, buscando proteção, como se estivesse contemplando os momentos da Paixão que o aguarda. Sua figura é de corpo inteiro, vestido com uma túnica verde, e de seu ombro direito pende um manto mesclado de amarelo dourado e marrom. Têm as pernas entrecruzadas e está calçado com sandálias, sendo que a do pé direito aparece pendurada.

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Os instrumentos mostrados por São Gabriel são a cruz grega de duplo travessão e quatro cravos. São Miguel, apresenta a lança e a esponja. Ambos os arcanjos escondem suas mãos que seguram um frasco com os símbolos da Paixão. As inúmeras dobras e sombreados das vestes são profusamente marcados em ouro.

Com estes sensíveis elementos e símbolos o inspirado artista bizantino conseguiu modelar neste belíssimo Ícone sua fé e devoção e legar-nos um objeto para o culto e veneração, rico em conteúdo teológico, como veremos a seguir. As abreviaturas gregas que estão escritas sobre o ícone significam:

MP ØY: Mãe de Deus (nos ângulos superiores do Ícone) AP M: O Arcanjo Miguel (sobre o arcanjo que está à esquerda de quem olha). AP G: O Arcanjo Gabriel (sobre o arcanjo que está à direita de quem olha). IC XC: Jesus Cristo (à direita da cabeça do Menino Jesus).

Mensagem do Ícone

Maria do Perpétuo Socorro é um ícone bizantino, uma imagem representativa da Virgem da Paixão. A interpretação geral é clara. Os Arcanjos Gabriel e Miguel apresentam ao Menino Jesus os instrumentos de sua Paixão futura. Ao contemplar esta dramática visão, o menino, em sua condição de homem mortal, se assusta e se estremece e num brusco movimento busca socorro nos braços de sua Mãe, a cuja mão aperta com força. O susto e o movimento brusco do Menino estão expressos pela contorção das pernas, as dobras do manto e a sandália pendurada.

O ícone representa a realidade teológica completa da Redenção pela Paixão Gloriosa. Os instrumentos da Paixão não significam apenas presságios de dor e morte, aparecem nas mãos ‘veladas’ como troféu e símbolo de vitória conquistada.

Todo Ícone é motivo de culto e contemplação espiritual. Por isso a Virgem não está olhando o Menino para consolá-lo, como seria o mais natural, senão que se sobrepõe à dor de seu Filho e a sua própria e suaviza benignamente seu rosto, para oferecer a quem a contempla um olhar cheio de amor e de ternura e uma mensagem de esperança. Cada detalhe possui um simbolismo próprio. Olhá-la com amor é o melhor modo e nos fará lembrar o que um enamorado dessa linda imagem, escreveu: “Não me canso de contemplá-la, porque cada vez que a vejo, sempre descubro nela algo novo”.

Fonte: Website Starnews2001, seção Museu Bizantino: www.starnews2001.com.br/bizantino/perpetuo-socorro.html

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